
Uma descoberta recente da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) pode colocar o Brasil em uma posição ainda mais estratégica no mercado global de terras raras. Geólogos acreditam que o potencial de exploração em três regiões do estado — Itiquira, Serra do Canamã e Planalto da Serra — é muito maior do que se imaginava. Atualmente, o Brasil já possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, perdendo apenas para a China.
Esses elementos são cruciais para a tecnologia moderna. Apesar de não serem raros, a dificuldade e o alto custo para isolá-los e purificá-los os tornam extremamente valiosos.
Por que as terras raras são tão importantes?
Conhecidas por seu papel fundamental em produtos de alta tecnologia, as terras raras estão no centro da economia do século 21. Elas são componentes essenciais para a fabricação de turbinas eólicas, carros elétricos, chips de computador, equipamentos médicos e satélites. Por isso, estão no centro de disputas geopolíticas cada vez mais intensas.
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O próximo passo é a pesquisa
Apesar da descoberta promissora, há um longo caminho pela frente. A Agência Nacional de Mineração (ANM) já autorizou 18 empresas nacionais e estrangeiras a pesquisarem uma área de 180 mil hectares em Mato Grosso.
Segundo Jocy Gonçalo de Miranda, gerente regional da ANM, os estudos estão em fase inicial de mapeamento. “Se houver teor que consiga beneficiar e for econômico, a lavra será continuada”, afirmou.
A alta demanda por esses minerais é evidente: a ANM recebeu mais de 2.400 pedidos de pesquisa em várias regiões do país desde 2023. Para Francisco Pinho, geólogo e professor da UFMT, “há muita descoberta a ser feita”. O potencial para fortalecer a posição do Brasil no mercado global é enorme, mas depende do avanço das pesquisas.
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