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sexta-feira, 6, março, 2026

Reviravolta no caso da dançarina Thayne Moura: Waltinho Produções apresenta vídeo de agressão

Reviravolta no caso da dançarina Thayná Moura: Waltinho Produções apresenta vídeo de agressão e repudia manchetes “precipitadas e inverídicas”.

O caso envolvendo o empresário e policial civil Walter Luiz da Silva Matos, conhecido como Waltinho Produções, e sua ex-namorada, a dançarina Thayne Moura, de 27 anos, ganhou novos desdobramentos neste fim de semana com a divulgação de um vídeo que mudou completamente o rumo das investigações. As imagens, amplamente compartilhadas nas redes sociais, mostram Thayne atacando Waltinho e tentando arrancar a arma de fogo que ele carregava de forma regulamentar, enquanto o policial tenta se defender e se afastar das agressões.

A gravação desmente as acusações iniciais feitas por Thayne, que havia denunciado o ex por espancamento e tentava imputar a ele a autoria de lesões corporais. Nas redes sociais, a dançarina chegou a postar fotos ensanguentadas e vídeos emocionados, o que levou parte da imprensa a noticiar que o empresário estaria foragido — fato que foi negado oficialmente por ele.

Na manhã deste sábado, Waltinho Produções se apresentou espontaneamente à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), em Cuiabá, e prestou depoimento. Em nota divulgada à imprensa, o policial civil afirmou:

“Compareci espontaneamente à delegacia para esclarecer os fatos, desmentindo categoricamente as alegações de que eu estaria foragido ou me furtando da justiça. As imagens mostram de forma inequívoca que, além de me agredir, a senhora Thayne tentou arrancar minha arma de uso legal e regulamentar, proferindo ameaças diretas de morte”, declarou.

Ele ainda acrescentou que só decidiu divulgar o material após as acusações ganharem repercussão nacional. “Jamais pensei em expor a intimidade ou as imagens da senhora Thayne Moura, mas diante da gravidade das acusações públicas e do dano irreparável à minha reputação, não me restou alternativa senão apresentar o material comprobatório.”

Testemunhas confirmam agressão e registram boletim de ocorrência

Três homens que presenciaram a cena também prestaram depoimento à polícia e confirmaram a versão do empresário. Eles afirmam que Thayne Moura estava extremamente alterada, chegou a atacar os presentes e lançar uma pedra na cabeça de Waltinho, provocando o sangramento visto nas imagens. Todos afirmaram que o sangue na roupa de Thayne era, na verdade, de Waltinho.

Um dos presentes, que se identificou como Richard, relatou em detalhes o que presenciou:

“A gente saiu pra ver, a gente tem as filmagens, começamos a filmar na hora. Aí a gente foi intervir na hora que a menina chegou a dar uma pedrada na cabeça do rapaz. Foi a hora que a gente entrou pra separar, que veio muito sangue na cabeça dele, e a gente entrou pra separar. Ela tentou tomar a arma dele, que tava na cintura dele. Aí foi a hora que a gente tentou separar e ela veio e me agrediu. Me arranhou aqui no meu braço, acabou segurando minha camisa, rasgou minha camisa. Eu tenho vidro também, já saí de perto dela, e foi isso que aconteceu.”

Outro rapaz, identificado como Gabriel, também confirmou o comportamento agressivo de Thayne e reforçou que não houve qualquer tipo de reação violenta por parte das testemunhas:

“Eu tava no momento da confusão aí, e o que aconteceu foi o seguinte: tinha uma mulher querendo tomar uma arma do rapaz, aí nós fomos ver o que tava acontecendo, e ela tava muito alterada, querendo tomar a arma, falando que ia matar o rapaz. Nós fomos lá tentar segurar ela, e ela tava muito agressiva, já chegou jogando pedra na gente, chegou dando pontapé, querendo, de uma forma muito agressiva, avançando nas pessoas. Aí nós fomos tentar apartar, e ela batendo em todo mundo. Nenhum momento nós agredimos ela, nenhum momento quisemos fazer mal pra ela. Nós nem conhecíamos ela, nem o outro. Só fomos pra realmente ajudar. O sangue que estava na camisa dela não era dela, era do rapaz.”

O terceiro homem, identificado como Marlon, confirmou o mesmo relato, dizendo que o grupo apenas tentou impedir que o caso terminasse em tragédia:

“Realmente o pessoal já falou aí. O que aconteceu foi que a gente tentou apartar ela, ela agrediu os outros rapazes, correu atrás do rapaz que já tava machucado e acertou ele com uma pedrada na cabeça. Na hora que ele abaixou a cabeça, todo o sangue que tá na camiseta dela é do ferimento da cabeça dele. Logo após isso, ela ainda foi atrás da gente. Entrou na empresa, começou a fazer barulho lá, pegou um capacete e arremessou num outro funcionário que tava lá. A gente não conhece nem ela nem ele, é a primeira vez que a gente viu. Só interviemos por conta da confusão, porque ela tentou alcançar a arma dele e depois, por conta do ferimento que ela causou na cabeça dele, a gente entrou pra separar, porque podia acabar de maneira pior. A gente vai fazer o boletim de ocorrência por conta da calúnia e da ameaça da parte dela.”

Os três homens afirmaram que irão registrar boletim de ocorrência contra Thayne Moura por agressão, calúnia e ameaça, e que também entregaram o vídeo original às autoridades para comprovar o que realmente aconteceu.

Waltinho repudia manchetes e prepara ações judiciais

Em seu comunicado final, Waltinho Produções repudiou as manchetes que classificou como “precipitadas e inverídicas”, publicadas antes da apuração completa dos fatos.

“Minha defesa tomará medidas judiciais contra a divulgação de informações falsas e caluniosas. Reitero meu compromisso com a Justiça, permanecendo à disposição para qualquer esclarecimento, mas por ora, reservando-me o direito de manifestar detalhadamente apenas nos autos do inquérito”, concluiu.

As autoridades agora investigam a conduta de Thayne Moura, que poderá responder por agressão, falsa comunicação de crime, calúnia e ameaça. As provas apresentadas — vídeos, testemunhos e laudos — estão sendo analisadas pela polícia.

A reviravolta no caso, que começou com uma acusação de violência contra a mulher, ganhou novos contornos após a divulgação das imagens e dos depoimentos. O episódio expõe o impacto das redes sociais e das manchetes precipitadas em casos delicados e reforça a importância da apuração criteriosa antes de qualquer condenação pública.

Fonte: JB News

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