
A Polícia Civil de Várzea Grande investiga as circunstâncias da morte de Davi Almeida Franco, de 9 anos, que foi atingido no pescoço por uma linha chilena conhecida popularmente como cerol enquanto andava de bicicleta na tarde de domingo (26). O acidente ocorreu nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Rei.
De acordo com informações preliminares, o menino pedalava pela Rua Japuíra quando foi surpreendido pela linha cortante, que provocou um ferimento profundo no pescoço. Moradores tentaram socorrê-lo, mas Davi não resistiu e morreu antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que confirmou o óbito ainda no local.
O trecho foi isolado e periciado pela Politec. Próximo à bicicleta da vítima, foram encontradas duas pipas, que serão analisadas para tentar identificar a origem da linha responsável pelo acidente. Equipes da Polícia Militar e da Politec realizaram os primeiros levantamentos, e o caso está agora sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Os investigadores estão ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de segurança para identificar quem soltava a pipa e de onde partiu a linha que provocou a tragédia.
O uso de linhas cortantes, como o cerol e a linha chilena, é proibido por lei em Mato Grosso e em vários estados do país. A legislação prevê multas e sanções para quem fabrica, comercializa ou utiliza esses materiais, considerados de alto risco. A linha chilena, em especial, contém pó de quartzo e óxido de alumínio, o que a torna extremamente afiada e capaz de causar ferimentos graves ou fatais em motociclistas, ciclistas e pedestres.
O corpo de Davi está sendo velado na Capela Santo Antônio, e o sepultamento ocorrerá no Cemitério Parque Cuiabá. A morte do menino causou grande comoção entre familiares, amigos e moradores da região, que cobram maior fiscalização e campanhas de conscientização para evitar novos casos.
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