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sexta-feira, 6, março, 2026

“Imediatamente”: o ultimato de Trump para Maduro em ligação intermediada pelo Brasil

YouTube/Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND Mais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato para que o líder venezuelano Nicolás Maduro deixe o poder e saia do país “imediatamente” durante uma ligação telefônica entre os dois, intermediada por Brasil, Catar e Turquia, na semana passada.

Segundo o jornal americano Miami Herald, citado pelo Estadão, Trump ofereceu a Maduro, à esposa Cilia Flores e ao filho do casal a possibilidade de exílio em outro país, desde que o chavista renunciasse ao cargo e permitisse a retomada da democracia na Venezuela por meio de eleições livres.

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Mediação internacional e pressão militar crescente

A ligação é descrita como o último esforço para evitar um confronto direto entre Caracas e Washington. O telefonema ocorreu em meio a sinais de que o governo Trump se prepara para operações militares dentro da Venezuela.

Washington classificou o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusa Maduro de liderar o esquema. A pressão faz parte da estratégia americana de associar o regime chavista ao narcotráfico internacional.

Na quinta-feira (27), Trump afirmou que os esforços contra traficantes de drogas venezuelanos “por terra” começarão “muito em breve”, o que elevou ainda mais as tensões com Caracas. O governo Maduro alega que a campanha antidrogas dos Estados Unidos tem, na prática, o objetivo de derrubar o ditador.

“Quase paramos (o narcotráfico). Cerca de 85% do trânsito por via marítima foi interrompido”, disse Trump em uma videochamada de Ação de Graças com tropas americanas a partir de sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

Três pontos-chave travam as negociações

De acordo com o Miami Herald, as conversas não avançaram por causa de três pontos centrais em que Caracas e Washington não chegaram a acordo.

O primeiro impasse surgiu quando Maduro pediu uma “anistia global” por quaisquer crimes que ele e seu grupo político tenham cometido. Trump rejeitou a proposta.

Em seguida, o regime chavista sinalizou que aceitaria permitir eleições livres na Venezuela, desde que mantivesse o controle das Forças Armadas do país. Washington também negou essa condição.

Fechamento do espaço aéreo amplia tensão com Caracas

Após a conversa com Maduro, Trump anunciou no sábado, 29, que companhias aéreas e pilotos deveriam considerar o espaço aéreo da Venezuela “totalmente fechado”. O recado foi dado em publicação na rede social Truth Social.

“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor considerem o fechamento completo do espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela. Obrigado pela atenção a este assunto!”, escreveu o presidente americano.

Segundo o Miami Herald, depois do aviso sobre o espaço aéreo, o regime chavista tentou organizar uma nova ligação com Washington, mas não obteve resposta.

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