
A Polícia Civil do Maranhão negou, nesta segunda-feira (26), informações que circulam nas redes sociais sobre uma suposta venda de crianças no município de Bacabal, no interior do estado. Os boatos envolvem o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, e afirmavam que a mãe e o padrasto teriam vendido os irmãos pelo valor de R$ 35 mil.
De acordo com o delegado Ederson Martins, responsável pela investigação, a informação é falsa e não há qualquer indício de crime praticado pelos responsáveis legais das crianças. Segundo ele, a mãe e o padrasto foram ouvidos apenas na condição de testemunhas e não são alvos do inquérito policial.
“Eles não são foco da nossa investigação. Foram ouvidos como testemunhas e, até o momento, não existe nenhum elemento que indique envolvimento deles em crimes contra as crianças”, afirmou o delegado.
As notícias falsas também mencionavam a existência de um suposto depósito bancário no valor de R$ 35 mil em uma conta vinculada à mãe das crianças, além da alegação de que o casal teria sido indiciado. Todas essas informações foram oficialmente desmentidas pela Polícia Civil.
Durante as apurações, a polícia confirmou que as crianças já haviam visitado anteriormente a cidade de Sorriso, no norte de Mato Grosso, incluindo a região do lago da zona leste. No entanto, os investigadores reforçam que essa informação, por si só, não indica o paradeiro atual dos irmãos nem confirma qualquer deslocamento recente.
O caso tem sido alvo recorrente de desinformação. O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, também se manifestou nas redes sociais para desmentir boatos e pedir responsabilidade na divulgação de informações. “Não compartilhem notícias falsas, pois elas atrapalham as buscas e aumentam o sofrimento das famílias”, alertou.
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Desaparecimento
Ágatha Isabelly e Allan Michael estão desaparecidos há 23 dias. Os irmãos sumiram no dia 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. Até o momento, não foram encontrados vestígios que indiquem o paradeiro das crianças.
As buscas começaram logo após o desaparecimento e continuam em andamento. Uma força-tarefa foi montada, reunindo mais de 500 pessoas, entre policiais civis e militares, bombeiros de diferentes estados e voluntários. As ações se concentram em áreas de mata e também no Rio Mearim, que corta a região onde as crianças foram vistas pela última vez.
O primo das vítimas, Anderson Kauã, de 8 anos, também havia desaparecido, mas foi localizado três dias depois, em 7 de janeiro, por um carroceiro. Ele foi encontrado em um matagal a cerca de quatro quilômetros do local do desaparecimento, com perda significativa de peso. No último sábado (24), o menino retornou à comunidade após receber atendimento médico.
A Polícia Civil reforça que informações sobre o caso devem ser repassadas diretamente às autoridades e pede que a população evite compartilhar conteúdos não confirmados.
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