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quinta-feira, 5, março, 2026

Governo diz que não tinha conhecimento de contrato de Lewandowski com Banco Master

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que o governo não tinha conhecimento prévio do contrato firmado entre o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o Banco Master, instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, ministros e assessores trabalham para reduzir o impacto político do episódio, após a revelação de que o escritório de advocacia da família Lewandowski prestou serviços de consultoria ao banco enquanto ele ainda ocupava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.

De acordo com apurações, a existência do contrato com o Banco Master é apontada por integrantes do governo como um dos fatores que aceleraram o pedido de demissão de Lewandowski, oficializado no último dia 10 de janeiro. O ex-ministro deixou a pasta em meio ao aumento da repercussão do caso.

Após a divulgação das informações, Ricardo Lewandowski publicou uma nota na qual confirmou a prestação de serviços ao banco, mas sem detalhar o período exato do contrato. No Planalto, ministros reforçam que o presidente Lula não foi informado sobre esse vínculo no momento da nomeação de Lewandowski e defendem que não há conflito de interesses, sob o argumento de que o contrato teria sido encerrado antes da posse do ex-ministro no Ministério da Justiça.

Segundo informações divulgadas, o escritório de advocacia da família Lewandowski fechou um contrato de consultoria com o Banco Master em agosto de 2023. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 250 mil, o que teria resultado em repasses superiores a R$ 5 milhões ao longo do período de vigência.

Em meio à crise, Lula chegou a se reunir fora da agenda oficial com o banqueiro Daniel Vorcaro. Conforme apuração da CNN, o presidente ouviu o empresário, mas deixou claro que qualquer assunto envolvendo o Banco Master deveria ser tratado exclusivamente pelo Banco Central, sem interferência do Palácio do Planalto.

A CNN informou ainda que, em dezembro do ano passado, Lula se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, relator da investigação envolvendo o Banco Master. O encontro contou também com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ocorreu em meio ao avanço das apurações do caso na Justiça.

Apesar do desgaste político, ministros avaliam que o governo não deve adotar uma postura defensiva diante da crise. Segundo interlocutores, a orientação do presidente é reafirmar a independência da Polícia Federal e do Banco Central, além de sustentar que não há irregularidades na conduta de integrantes do governo, enquanto as investigações seguem em andamento.

Nortão MT com CNN

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