
O feminicida Wellington Honorato dos Santos está sendo julgado nesta terça-feira (27) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Sinop, no norte de Mato Grosso, pelo assassinato de sua ex-companheira, Bruna de Oliveira, de 24 anos. O crime ocorreu em junho de 2024 e chocou a população pela extrema violência empregada, incluindo o arrastamento do corpo da vítima amarrado a uma motocicleta.
Wellington responde por homicídio qualificado (feminicídio), além de destruição, subtração e ocultação de cadáver. Durante seu depoimento em plenário, o réu confessou o crime e afirmou que estava sob efeito de drogas no momento dos fatos. Em um dos trechos mais impactantes do julgamento, declarou que matou Bruna após supostas ameaças relacionadas a facção criminosa. “Ela ficava falando de facção e que iria chamar os irmãozinhos dela, e eu quebrei o pescoço dela”, disse.

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De acordo com a acusação, o crime aconteceu após uma discussão envolvendo a venda de um ventilador. A perícia apontou que Bruna teve o pescoço cortado por um objeto perfurante, causando sua morte. Na sequência, o corpo foi amarrado com uma corrente e uma corda à garupa de uma motocicleta e arrastado por cerca de 400 metros, sendo abandonado em uma valeta de difícil acesso, nas proximidades do Parque Florestal.
Durante os debates, o Ministério Público destacou a brutalidade do crime, a vulnerabilidade da vítima — uma mulher de pequeno porte físico e mãe de três crianças — e refutou a versão apresentada pela defesa, que tentou afastar a qualificadora do feminicídio. O promotor ressaltou ainda que não há provas de envolvimento de Bruna com facções criminosas, classificando como tentativa de desqualificação da vítima.
A defesa, por sua vez, reconheceu a autoria do crime, mas pediu que a condenação observe a proporcionalidade da pena, argumentando que o réu é primário e alegando que ele agiu sob medo e influência de entorpecentes. O advogado também questionou a caracterização do crime como feminicídio.
O julgamento segue no Fórum da Comarca de Sinop. Conforme determinação judicial, apenas a Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso está autorizada a realizar gravações de áudio e vídeo da sessão. A expectativa é de que a sentença seja definida ainda nesta terça-feira.
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