
A sessão da CPMI do INSS realizada nesta quinta-feira (26) terminou em confusão após a comissão aprovar, em votação simbólica, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A base governista tentou retirar o requerimento da pauta, mas não obteve sucesso. Após a aprovação, parlamentares discutiram com o presidente da comissão, o que resultou em empurra-empurra, troca de acusações e interrupção dos trabalhos.
O pedido foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Segundo ele, mensagens interceptadas em investigação mencionam possível vínculo de Lulinha com o pagamento de R$ 300 mil relacionado a empresa sob apuração. O relator também cita documentos que indicariam repasses de R$ 1,5 milhão entre empresas, formalmente registrados como serviços de consultoria, mas que estariam sob suspeita de não possuírem lastro econômico.
A defesa de Lulinha acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso aos autos e nega qualquer irregularidade, afirmando que as menções são infundadas.
A comissão que realiza sua 32ª reunião analisa ao todo 87 requerimentos, incluindo quebras de sigilo, convocações e oitivas. Entre os nomes citados estão o empresário Paulo Camisotti, investigado por suposta participação em esquema de descontos não autorizados em benefícios do INSS, o deputado Edson Cunha de Araújo, mencionado em apurações da Polícia Federal, e o advogado Cecílio Galvão, que teria recebido valores de entidades investigadas.
A CPMI apura possíveis fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários.
NORTÃO MT







