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quarta-feira, 22, abril, 2026

Deputado Zé Trovão diz que esquerda “está afundando” e não terá candidato após Lula

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) fez duras críticas ao futuro da esquerda brasileira durante sua participação no Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional (LIDE Mato Grosso), em Cuiabá, na última terça-feira (14). Para o parlamentar, o campo progressista enfrenta um vácuo de lideranças que deve se agravar com o fim do ciclo político do presidente Lula.

De acordo com Zé Trovão, a esquerda é incapaz de produzir novos nomes com apelo popular. “A esquerda está afundando, não vai ter candidato depois do Lula. Candidato que a esquerda não consegue produzir mais nada. Quando passar o Lula, acabou. Ela já era”, disparou o deputado em conversa com a imprensa.

Ao analisar possíveis herdeiros do lulismo, o parlamentar citou o deputado Guilherme Boulos (PSOL) e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, como figuras sem musculatura política para o cenário nacional. “Porque quem vai representar a esquerda? Boulos? Hoffmann? Essas pessoas não têm tamanho suficiente para conseguir dirigir a esquerda. O Lula consegue fazer isso com maestria porque ele conseguiu levar a eles a sua ideia”, completou.

Em contraste com o que chama de “esgotamento” da esquerda, Zé Trovão defendeu que a direita possui um leque variado de opções com “capacidade moral” para governar o país. Ele projetou um cenário de unificação das forças conservadoras em torno de uma candidatura única no pleito de 2026.

No segundo turno, que é natural uma eleição presidencial, todo mundo vai se juntar em favor do Flávio Bolsonaro para que a gente vença essas eleições e coloque o Brasil no rumo novamente”, concluiu o parlamentar.

A presença de Zé Trovão no evento do LIDE, reduto do agronegócio mato-grossense, reforça a articulação do PL em buscar apoio em estados onde a base bolsonarista é sólida. A fala do deputado sobre Flávio Bolsonaro ecoa o movimento nacional da sigla para testar a receptividade do nome do senador como o sucessor oficial de Jair Bolsonaro, que permanece inelegível.

Fonte: Repórter MT

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