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quinta-feira, 23, abril, 2026

Grupo Lermen pede “pré-recuperação” após investigação de R$ 140 milhões em Sorriso e região

O Grupo Lermen, que atua no agronegócio em Nova Ubiratã, ingressou com um pedido de “mediação antecedente” no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), do Poder Judiciário de Mato Grosso. A medida pode ser interpretada como uma autorização para uma “pré-recuperação judicial”.

No fim de fevereiro de 2026, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a operação “Safra Desviada”, que revelou supostos desvios de grãos que atingiram o Grupo Lermen e outras empresas do agronegócio, em prejuízos que alcançam R$ 140 milhões. Advogados dos suspeitos de desvios, porém, acusam o Grupo Lermen de uma “manobra” para tentar fugir das dívidas, tentando levar a discussão sobre contratos e acordos para a esfera penal do Poder Judiciário de Mato Grosso.

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Representantes dessas empresas investigadas apontam que o pedido de mediação já é um indício de que o Grupo Lermen não vinha tendo acesso a crédito, socorrendo-se do Poder Judiciário para enfrentar uma crise de caixa anterior aos supostos desvios de grãos. Os empresários investigados temem ainda que o processo de recuperação judicial seja utilizado como justificativa para “forçar” a adoção de contratos mais favoráveis à organização, de dívidas anteriores de um eventual processo de recuperação judicial.

Entre os credores do Grupo Lermen estão Virgo Companhia de Securitização, Itaú Unibanco, Santander, John Deere, Caixa, Safra, Bradesco Financiamentos, Banco BBM, Syngenta, FMC, Sumitomo Chemical, Stoller, Iharabras, Origeo. A primeira sessão da “mediação antecedente” deve ocorrer no próximo dia 29 de abril.

Já a operação “Safra Desviada”, por sua vez, envolveria desvio sistemático de soja, milho e algodão, manipulação de registros internos, movimentações financeiras incompatíveis e uso de empresas para dissimular valores, segundo o Gaeco.

FOLHA MAX

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