
Os 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) demitidos no mês passado, em Cuiabá, serão recontratados por determinação do governador Otaviano Pivetta. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (30) e tem como objetivo garantir a continuidade e a eficiência do atendimento à população.
A medida foi definida durante reunião no Palácio Paiaguás com representantes da Comissão de Saúde e da categoria. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT), embora ainda não haja uma data oficial para a formalização das recontratações, o processo deve ocorrer em caráter de urgência.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informou que o retorno dos servidores seguirá os trâmites administrativos necessários, em articulação com a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
Em nota, o Sisma-MT afirmou que a decisão representa uma conquista para os trabalhadores, mas também evidencia falhas no planejamento da gestão pública.
“A retomada dos profissionais é uma vitória importante, mas também um alerta sobre a fragilidade do sistema quando não há estabilidade e planejamento. A ausência desses trabalhadores demonstrou, na prática, o quanto o Samu depende de equipes completas e valorizadas para garantir o atendimento à população”, destacou o sindicato.

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As demissões ocorreram em março e atingiram diretamente 56 servidores: 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem. À época, o sindicato alertou para o risco de fechamento de bases e prejuízos ao atendimento emergencial.
Na ocasião, a SES sustentou que os desligamentos não comprometeriam o serviço, argumentando que a integração entre o Samu e o Corpo de Bombeiros, implementada no ano passado, ampliou a capacidade operacional.
Segundo a pasta, o número de atendimentos aumentou 30% após a parceria, enquanto o tempo de resposta às ocorrências foi reduzido em 36%. O número de ambulâncias disponíveis em Cuiabá também passou de nove para 20 unidades.
O debate sobre a manutenção da estrutura do Samu ganhou força nesta semana após manifestação do deputado estadual Lúdio Cabral, que defendeu a recontratação dos profissionais e criticou qualquer possibilidade de substituição do serviço pelo Corpo de Bombeiros.
Para o parlamentar, a atuação dos bombeiros deve ser complementar, sem comprometer a autonomia e a estrutura especializada do atendimento pré-hospitalar prestado pelo Samu.
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