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quinta-feira, 23, abril, 2026

CPMI do INSS termina sem relatório final após rejeição de texto que pedia prisão de Lulinha

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou os trabalhos na madrugada deste sábado (28) sem aprovar um parecer oficial. Após mais de 16 horas de sessão, o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que pedia o indiciamento de 216 pessoas e a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi rejeitado por 19 votos a 12.

O encerramento ocorreu em meio a um impasse regimental. A base governista tentou levar à votação um relatório paralelo, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que poupava aliados do governo e pedia o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro. No entanto, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), barrou a leitura do texto e encerrou a comissão sem conclusão formal.

O relatório rejeitado de Gaspar apontava Lulinha como peça central em um suposto esquema de desvios bilionários na Previdência e sugeria sua prisão por considerar que sua permanência na Espanha representava risco de fuga. Já o texto paralelo dos governistas pretendia enquadrar Bolsonaro por furto qualificado contra idoso e organização criminosa. Sem consenso e sem a prorrogação do prazo pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), a CPMI foi encerrada.

Apesar da ausência de um relatório oficial aprovado, o deputado Paulo Pimenta afirmou que levará o texto paralelo à Polícia Federal por conta própria, classificando o desfecho como uma “afronta à democracia”. Já o senador Carlos Viana rebateu as críticas e afirmou que o resultado deixou claro quem trabalhou para “blindar” investigados no suposto esquema de desvios na Previdência.

REPÓRTER MT

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