Um empresário procurou a polícia após realizar diversos pagamentos por uma carga de milho, farelo de soja e farelo de trigo que não teria sido entregue. A negociação ocorreu pelo WhatsApp com pessoas que se apresentaram como representantes de uma empresa sediada em Sorriso.
Segundo o boletim de ocorrência, a primeira compra envolvia 60 sacas de milho, 30 sacas de farelo de soja e 20 sacas de farelo de trigo.
O comprador transferiu R$ 1.415 como entrada. O valor restante, de R$ 4.245, poderia ser pago após a entrega ou dividido em boletos com vencimentos em 30, 60 e 90 dias.
Depois do primeiro pagamento, uma pessoa que se identificou como funcionária do departamento financeiro informou que o CPF do empresário não havia sido aprovado para o parcelamento. Por isso, ele teria sido orientado a quitar toda a compra à vista.
A vítima também pagou R$ 3,5 mil referentes a um suposto imposto. Conforme os negociadores, o dinheiro seria devolvido assim que o caminhão deixasse a empresa.
A entrega estava prevista para 22 de junho de 2026, mas não ocorreu.
Dois dias depois, um homem que se apresentou como motorista ofereceu outra carga, alegando que um produtor havia desistido da compra. A nova negociação incluía mais 100 sacas de milho e 50 sacas de farelo de soja.
O empresário aceitou a proposta e realizou outro pagamento superior a R$ 3,5 mil. O suposto motorista informou que estava em Aragarças, em Goiás, e que chegaria a Arenópolis naquela noite. A mercadoria, porém, novamente não foi entregue.
Nos dias seguintes, os envolvidos teriam apresentado diferentes justificativas para o atraso, entre elas um problema mecânico no caminhão.
O comprador afirmou que tentou contato com as supostas vendedoras, o setor financeiro e o motorista, mas deixou de receber respostas. Em uma das últimas conversas, foi informado de que o veículo estava sendo rastreado e que o caso havia sido encaminhado ao presidente da empresa.
Depois disso, as ligações não foram mais atendidas, apesar de os números continuarem ativos no aplicativo de mensagens.
Ao todo, o empresário afirma ter negociado 160 sacas de milho, 80 sacas de farelo de soja e 20 sacas de farelo de trigo. O valor total do possível prejuízo não foi informado no registro.
Contratos, conversas e comprovantes das transferências deverão ser entregues à Polícia Civil. O caso foi registrado como suspeita de estelionato eletrônico e será investigado.

