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quinta-feira, 23, abril, 2026

PF prende 9 suspeitos de usar aviões agrícolas no tráfico de drogas; esquema movimentou R$ 160 milhões

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (23) uma megaoperação contra o tráfico de drogas por via aérea, com ações simultâneas em quatro estados. Em Mato Grosso, um dos mandados foi cumprido na cidade de Colíder.

Além de Mato Grosso, os agentes atuaram nos municípios de Araçatuba, Birigui, Vera Cruz, Catanduva e Garça (em São Paulo); Curitiba, Londrina e Toledo (no Paraná); e Aral Moreira e Campo Grande (em Mato Grosso do Sul).

Ao todo, a operação cumpre 33 mandados de busca e apreensão, oito de prisão preventiva e um de prisão temporária. Segundo a PF, o grupo é investigado por utilizar aeronaves agrícolas para transportar drogas entre estados, movimentando mais de R$ 160 milhões em recursos ilícitos.

Durante as ações, os policiais localizaram uma pista de pouso clandestina, além de um avião e equipamentos de aviação. Em Birigui, foram cumpridos dez mandados de busca e um de prisão, enquanto em Araçatuba houve o cumprimento de um mandado de busca e outro de prisão.

Um dos principais alvos é um empresário do setor de aviação agrícola, com propriedades em Vera Cruz e Garça (SP), suspeito de integrar a estrutura do grupo criminoso. Dos nove mandados de prisão expedidos, oito foram cumpridos e um permanece em aberto.

As investigações começaram há cerca de um ano, após a PF identificar um piloto da região de Araçatuba como um dos responsáveis pelo transporte aéreo de drogas. As aeronaves eram preparadas em hangares e oficinas em Birigui, de onde partiam carregadas com cocaína para diversos estados.

De acordo com a PF, a organização criminosa possuía uma estrutura complexa e hierarquizada, com núcleos de logística aérea e terrestre, gerenciamento financeiro e lavagem de dinheiro. Em uma das ações criminosas, no fim de 2024, o grupo teria transportado quase uma tonelada de cocaína em aeronaves agrícolas pelo interior do Paraná.

As apurações também revelaram movimentações financeiras superiores a R$ 160 milhões em contas bancárias de pessoas físicas, empresas e “laranjas”, usadas para disfarçar a origem do dinheiro. Os investigados levavam vida de alto padrão, com imóveis de luxo, propriedades rurais, veículos, embarcações e aeronaves.

O material apreendido incluindo documentos, equipamentos eletrônicos e veículos — será encaminhado à sede da Polícia Federal em Araçatuba (SP) para análise. A operação contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo.

NORTÃO MT

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