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quarta-feira, 6, maio, 2026

Polícia encontra canetas emagrecedoras e anabolizantes em casa de servidor da Politec investigado por falsificação de documentos

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a segunda fase da Operação Hidra, que investiga um servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) suspeito de integrar um esquema de falsificação de documentos para membros de uma facção criminosa.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência do investigado, em Várzea Grande, os policiais encontraram canetas emagrecedoras de origem irregular e anabolizantes. A ação também ocorreu no local de trabalho do servidor, no Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato da Capital.

O investigado atua como papiloscopista, função responsável pela emissão de documentos de identidade e pela identificação de pessoas em ocorrências policiais. Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares, como a proibição de contato entre os investigados e a restrição para deixar a comarca sem autorização judicial.

As investigações tiveram início em julho de 2025, após a prisão de um homem de 44 anos, conhecido pelos apelidos de “Perfume” e “Kaiak”, apontado como integrante de uma facção criminosa de São Paulo e foragido há mais de uma década em Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil, ele utilizava documentos falsos, assim como sua companheira e dois filhos adolescentes. Na ocasião, também foi apreendida uma pistola com numeração raspada.

O avanço das apurações levou à primeira fase da Operação Hidra, deflagrada em agosto de 2025, quando um homem de 66 anos foi identificado como possível intermediário do esquema. Com ele, foram encontrados diversos documentos falsificados com identidades diferentes.

A análise do material apreendido apontou a ligação entre o intermediário e o servidor da Politec, que teria facilitado a emissão de documentos falsos, permitindo que integrantes da organização criminosa atuassem sob identidades fictícias.

De acordo com a delegada Eliane da Silva Moraes, responsável pelo caso, a operação é essencial para preservar a integridade dos sistemas oficiais de identificação e impedir a atuação de facções criminosas dentro de estruturas públicas.

O nome da operação faz referência à Hidra de Lerna, criatura da mitologia grega conhecida por possuir várias cabeças, em alusão ao uso de múltiplas identidades pelos investigados para dificultar a ação da Justiça.

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