Um servidor público municipal, de 62 anos, foi preso pela Polícia Militar suspeito de praticar ato obsceno em frente à própria residência, em Sapezal, a 495 km de Cuiabá. O caso aconteceu na tarde do dia 16 de julho e teria como vítima uma jovem de 18 anos.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo telefone 190 após uma mulher relatar que estava na casa de uma colega de trabalho, realizando uma filmagem, quando o homem, que mora em frente ao imóvel, teria exposto o órgão genital na direção das duas.
Ao chegarem ao local, os policiais conversaram com a solicitante e com a jovem, que confirmaram a denúncia. As duas também informaram que haviam registrado a ação em vídeo por meio de um aparelho celular.
Os policiais chamaram o suspeito, que saiu da residência e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil, onde foram tomadas as providências cabíveis. Conforme o registro policial, ao ser questionado sobre o ocorrido, o homem apenas perguntou o que estava acontecendo e não apresentou outras explicações.
O vídeo feito pelas vítimas foi apresentado à equipe policial e, segundo a PM, mostra o suspeito expondo o órgão genital na área de sua residência. Ainda de acordo com a polícia, o homem já possui um registro anterior por ocorrência semelhante, registrada em 15 de dezembro de 2021.
Prefeitura se manifesta
Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Sapezal informou, por meio de nota oficial, que o homem é servidor público municipal.
A administração municipal afirmou que os fatos investigados teriam ocorrido, em tese, fora do ambiente de trabalho, fora do horário de expediente e sem qualquer relação com o exercício da função pública.
Apesar disso, a Prefeitura informou que irá instaurar os procedimentos administrativos necessários para apurar a conduta do servidor, garantindo o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
Em nota, o município também declarou que não compactua com qualquer forma de violência, importunação sexual, assédio, ato obsceno ou conduta que atente contra a dignidade da pessoa humana, e reafirmou o compromisso com a ética e a legalidade.

