Ir ao cinema, museus e teatros pode estar associado a envelhecimento mais lento, diz estudo

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Ir ao cinema, museus e teatros pode estar associado a envelhecimento mais lento, diz estudo

Frequentar cinemas, museus, galerias de arte, teatros, concertos e óperas com maior regularidade pode estar associado a um envelhecimento fisiológico um pouco mais lento, segundo um estudo realizado com quase 1,9 mil adultos na Inglaterra.

A pesquisa identificou uma redução média de aproximadamente um mês na idade estimada do organismo para cada ponto adicional em uma escala que media a frequência de participação em atividades culturais.

A associação permaneceu mesmo depois de os pesquisadores considerarem fatores como renda, prática de atividade física, tabagismo, estado de saúde e condições socioeconômicas.

O estudo foi publicado no periódico científico Journal of Epidemiology and Community Health e utilizou dados do English Longitudinal Study of Ageing, levantamento que acompanha moradores da Inglaterra com 50 anos ou mais.

Como a pesquisa foi realizada

Os pesquisadores analisaram dados de 1.899 participantes, a maioria mulheres, com idade média de aproximadamente 70 anos.

O envolvimento cultural foi calculado a partir da frequência com que cada pessoa frequentava:

  • cinemas;
  • museus e galerias de arte;
  • teatros, concertos e óperas.

As respostas foram convertidas em uma escala de zero a 15 pontos. Quanto maior a pontuação, mais frequente era a participação nessas atividades.

A idade fisiológica, também chamada de idade biológica, foi estimada a partir de dez indicadores relacionados à saúde.

Entre os fatores avaliados estavam pressão arterial, colesterol, índice de massa corporal, capacidade respiratória, força de preensão das mãos e velocidade de caminhada.

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Ao comparar as mudanças registradas em cada participante ao longo do tempo, os pesquisadores observaram que uma maior participação cultural estava associada a um ritmo mais lento de envelhecimento fisiológico.

Na comparação entre os grupos, pessoas que frequentavam atividades culturais a cada poucos meses ou com maior regularidade apresentaram idade fisiológica média de 66,9 anos.

Entre os participantes que frequentavam esses espaços duas vezes por ano ou menos, a média foi de 69,9 anos.

Interação social e redução do estresse

Segundo os autores, uma das possíveis explicações é que a participação em atividades culturais pode fortalecer os vínculos sociais e estimular outros comportamentos considerados saudáveis.

Pessoas que frequentam esses espaços com maior regularidade também podem apresentar maior tendência à prática de exercícios físicos e à adoção de uma alimentação equilibrada.

Outro fator considerado é o estresse. Os participantes mais envolvidos em atividades culturais relataram níveis menores de estresse psicológico, condição que, quando persistente, pode contribuir para o envelhecimento mais rápido do organismo.

Estudo não comprova causa e efeito

Os pesquisadores destacam que os resultados mostram uma associação, mas não provam que frequentar cinemas, museus ou teatros seja responsável por retardar o envelhecimento.

Também é possível que pessoas mais saudáveis, com maior mobilidade e melhores condições financeiras, tenham mais facilidade para participar dessas atividades.

Os autores afirmam que novos estudos são necessários para verificar se existe uma relação direta de causa e efeito entre participação cultural e envelhecimento fisiológico.

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